terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O que farias tu com 8 milhões de euros?

Ola amigos Trandeirenses,

Recentemente, muito se tem falado da suposta piscina olímpica que estaria a ser construída nas imediações do Estádio Municipal. Fala-se do erro que foi iniciar a obra! Fala-se dos 8 milhões de euros(!) - dinheiro nosso - já investido e como que atirado para o lixo! Fala-se (agora) de possíveis projetos de reutilização e transformação do que seria uma piscina olímpica!

Este ato de gestão desastrada - mais um exemplo entre muitos -  do executivo de Mesquita Machado deixou-nos como herança uma piscina que de olímpico só tem o tempo que está a demorar a concluir.
8 milhões de euros depois, nada há para mostrar ou oferecer aos bracarenses que não a fatura exorbitante! Todos nos perguntamos como pode semelhante quantia ter sido desperdiçada desta forma, quando há tanto para fazer na nossa cidade, nas nossas freguesias...

Convido-vos a ver este vídeo, que retrata a questão da piscina olímpica e dos 8 milhões lá investidos, do ponto de vista dos jovens da cidade...

"Guerra das Piscinas
Episódio 1

A PISCINA FANTASMA

Numa Braga muito, muito pouco distante... 2012, a "Força" financeira do município está em risco. Uma piscina olímpica fantasma ameaça os cofres municipais.

Depois de 8 milhões esbanjados pelo poder 'Sithcialista', sobra apenas um monte de betão de luxo, tão caro como inútil.

À medida que 'Luke SkyRio' e os "rebeldes" da oposição ganham novas batalhas, os 'Sithcialistas' desesperam, afundando-se em projetos ruinosos.

O fim do regime aproxima-se..."

"O Regresso dos Jedis

Os jovens jedis bracarenses mostram que a "Força" corre nas suas veias! Perante um poder caduco dos 'Lords Sithcialistas' impões-se uma alternativa credível e virada para os anseios da população. Basta de Machados, Sousas e demais vilões! Não mais veremos o nosso dinheiro esbanjado irresponsavelmente! Não mais deixaremos passar impunes os atos danosos do atual poder autárquico! Valha-nos a certeza de que rapidamente chegará o Rio que limpara todo este lodaçal!...
          
Produção: JSD Braga."


Juntos por Trandeiras.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Teatro em Trandeiras

Ola amigos Trandeirenses,

No próximo sábado, dia 25, pelas 21h00, teremos na nossa freguesia um espetáculo de teatro, no salão da Junta de Freguesia, atuação a cabo do grupo de teatro da Associação Recreativa de Trandeiras (ART), que apresentará o 'Tri-Acto', um espetáculo composto por duas peças e um monólogo.


Sendo esta uma das poucas oportunidades que temos de usufruir de espetáculos culturais na nossa freguesia, incentivamos todos a assistirem a esta representação e abrilhantarem a atuação do grupo de teatro da ART, que por certo nos proporcionará interessantes e divertidos momentos.

Não faltes!


Juntos por Trandeiras.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Como é que é?

Ola amigos Trandeirenses,

Quem leu ontem (dia 4 de Fevereiro) o jornal "Diário do Minho" deparou-se com uma notícia, no mínimo, curiosa. Dizia em manchete este periódico que "Município executa sociedade anónima que detém com construtoras. Ministério Público vai penhorar bens da empresa da parceria de Braga".


A SGEB - Sociedade Gestora de Equipamentos de Braga - é uma sociedade criada, no âmbito de uma Parceria Público-Privada, para assegurar a construção e gestão de diversos equipamentos desportivos e da qual, a Câmara Municipal de Braga, detém 49% (sendo que os restantes 51% pertencem a duas empresas de construção: a ABB e a ACF).
Naturalmente que foi a SGEB a responsável pelo arrelvamento do Parque Desportivo de Trandeiras, sendo esta que detém a posse desse mesmo relvado por um período de 30 anos.
É certo que todos os anos a Câmara de Braga paga a esta sociedade uma determinada renda pela construção e gestão dos equipamentos (tal foi confirmado pelo Presidente da Junta na última Assembleia, aquando da discussão do orçamento para 2012), nomeadamente, pelo relvado sintético do Parque Desportivo de Trandeiras.
Vemos agora que esta sociedade, na qual a própria Câmara tem uma palavra a dizer, avançou com "obras sem as respetivas licenças", pelo que a Câmara avançou com 33 processos de contra-ordenação, que resultaram em coimas de aproximadamente 131 mil euros. Como a SGEB não contestou e não pagou os referidos valores, a Câmara decidiu avançar para uma ação de penhora sobre a sociedade. Mas como a SGEB não possui bens móveis, segundo avança a notícia, a penhora poderá ser executada pela penhora de parte das referidas rendas, ou até pela penhora de algum dos campos sintéticos construídos.




Confusos? Admirados? Surpreendidos? Perplexos? Nada disso... Só mais um belo exemplo das infames PPP's, as Parcerias Público Privadas, que tanto têm depauperado os cofres de Estado e Autarquias.

Para este ramalhete ficar completo só faltava mesmo a Câmara avançar para um pedido de insolvência da sociedade. E cá em Trandeiras, só faltava mesmo vermos o relvado sintético penhorado!


Juntos por Trandeiras.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Cartão Quadrilátero Cultural

Ola amigos Trandeirenses,

Está criado um cartão intitulado "Cartão Quadrilátero Cultural", que permite ao seu detentor ter acesso a quatro palcos, em quatro cidades.


"O Cartão Quadrilátero Cultural é um cartão de fidelização, pessoal e intransmissível, para o acesso, com benefícios e em condições vantajosas, a equipamentos e eventos culturais nas quatro cidades do Quadrilátero (Theatro Gil Vicente de Barcelos, Theatro Circo de Braga, Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão e Centro Cultural de Vila Flor de Guimarães), face ao pagamento de uma anuidade - de 25 euros - e com validade por 12 meses desde a sua ativação, e com possibilidade de renovação.


O cartão é válido por um ano a partir do momento da sua receção e é renovável mediante a intenção do portador, por pagamento de nova anuidade.
Para o período entre 2011 e o final de 2013, o valor da anuidade do cartão será de 25€, ou seja, 50 por cento do seu valor."

Está aqui um excelente mecanismo para usufruirmos de espetáculos culturais de inegável qualidade, em quatro excelentes palcos perto de nós e com condições vantajosas. Uma excelente oportunidade para usufruirmos, durante o ano de 2012, dos eventos das Capitais Europeias da Cultura e Juventude, respetivamente, em Guimarães e em Braga.

Podem ter acesso a mais informações e como aderir no site deste projeto (cliquem na imagem acima) ou através desta brochura eletrónica.


Juntos por Trandeiras.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Braga Capital Europeia da Cultura 2012 já tem site!

Ola amigos Trandeirenses,

É verdade, lá diz o ditado "mais vale tarde do que nunca", é por isso que saudamos (finalmente) o site de Braga 2012 Capital Europeia da Cultura.


É dificil perceber como só agora, já em plena realização do evento, surge o site, mas vem ainda a tempo de ser um local privilegiado para a juventude se ligar ao evento e estar por dentro de todas as iniciativas que forem surgindo.
Adicionem o url aos vossos favoritos e estejam sempre em cima do acontecimento. Vamos viver juntos Braga Capital Europeia da Cultura 2012!!

Juntos por Trandeiras.

E a grana sumiu!

Ola amigos Trandeirenses,

Cá está a versão portuguesa do "Pintinho Piu", mais condizente com o estado do nosso país!


Juntos por Trandeiras.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Ação de Solidariedade - Recolha de Alimentos

Ola amigos Trandeirenses,


Recebemos um pedido de divulgação a respeito de uma iniciativa que se realizará durante este mês de Janeiro na nossa comunidade. Esse pedido veio do Agrupamento de Escuteiros, mais concretamente do seu grupo de Caminheiros.
Nesse sentido e por se tratar de uma iniciativa louvável, deixamos aqui o cartaz e o texto de divulgação com os votos de que esta iniciativa corra da melhor forma possível e se traduza num sucesso.


Comemoração do dia de S. Paulo - Recolha de Bens Alimentares


Os Caminheiros do Agrupamento de Trandeiras, no âmbito da sua participação na atividade de Comunidade, de comemoração do dia de S. Paulo, irão proceder à recolha de bens alimentares, para entregar ao Colégio de São Caetano – lar de crianças e jovens –, que irá acolher a realização da referida atividade, nos dias 28 e 29 do presente mês.
Assim, uma das principais iniciativas da atividade passa por esta ação de solidariedade que se traduzirá na entrega dos bens alimentares recolhidos a esta instituição. Neste sentido, o Clã de Trandeiras vem pedir à sua comunidade que se associe a esta ação e colabore com a recolha de bens alimentares.
Nos próximos domingos, 15 e 22 de Janeiro, antes e após a Eucaristia, os Caminheiros estarão a recolher qualquer contributo que desejam juntar a esta ação. Pedimos que centrem os vossos contributos em bens alimentares de longa duração, nomeadamente:
  • Leite;
  • Arroz;
  • Massas;
  • Açúcar;
  • Cereais;
  • Bolachas;
  • Azeite/Óleo;
  • Conservas (como atum, feijão, grão, …)
A sua ajuda é enorme por mais pequena que seja a sua contribuição. Colabore!


Juntos por Trandeiras.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Assembleia de Freguesia - 29 de Dezembro

Ola amigos Trandeirenses,

Realizou-se no passado dia 29 de Dezembro a sessão ordinária da Assembleia de Freguesia de Trandeiras. Nesta sessão, segundo a ordem de trabalhos da convocatória, seria lida a ata da reunião anterior e, no ponto dois, discutido e votado o Plano de Atividades e Orçamento para 2012.
Aquando da convocatória estranhamos que a discussão de uma proposta enviada pelos dois membros eleitos pela coligação "Juntos por Braga" não constasse da ordem de trabalhos como deveria ser mas, entretanto ela foi discutida antes da ordem de trabalhos... ou melhor, a meio da ordem de trabalhos, entre a leitura da ata e a discussão do plano de atividades e orçamento.

A proposta (que podem encontrar na integra na barra lateral, à direita) mencionada acima, foi enviada no princípio do mês de Dezembro ao Presidente da Assembleia de Freguesia e tinha como objetivo principal a aprovação da realização de uma Sessão de Esclarecimento e Debate, dirigida a toda a população, sobre o tema da Reforma da Administração Local, que se encontra já em curso e que temos vindo a falar neste espaço.
A proposta foi primeiro apresentada pelos proponentes, que leram a proposta e depois sustentaram o porquê de a terem apresentado em Assembleia, referindo que sendo uma reforma que prevê, a dado ponto, a participação dos cidadãos, através de uma discussão pública de um dos pontos da reforma - a Organização Territorial - seria de todo o interesse da Assembleia promover o esclarecimento desta questão e promover o seu debate. Daí, a proposta prever a realização de uma Sessão de Esclarecimento e Debate, cujos objetivos passariam pelo esclarecimento abrangente da Reforma que está em curso, bem como, pela promoção de uma discussão, centrada na reorganização administrativa do território, nomeadamente na situação de Trandeiras, ouvindo as sugestões e contributos dos habitantes da freguesia, sobre a forma como melhor se poderia levar a cabo este eixo da reforma, tendo em conta todos os anseios e preocupações dos Trandeirenses.
Seguiu-se uma discussão da proposta, entre os membros da Assembleia, onde foram sustentadas as opiniões de que não havia nesta Assembleia quem pudesse assumir o esclarecimento dessa questão, uma vez que os próprios membros pouco ou nada sabiam - pelo menos a título oficial - sobre a mesma e até porque cabia ao Governo fazer a divulgação e esclarecimento e até enviar a todos os membros o Livro Verde (apesar de se encontrar disponível para todos, por exemplo na Internet). Percebe-se que não há muita vontade em discutir assuntos, até porque a disponibilidade para compreender e debater é deficitária e existe uma grande propensão para confundir argumentos. Portanto, percebeu-se que a Assembleia não tinha o interesse em aprovar a realização da referida sessão.
Não tinha e não teve, uma vez que após a votação, a proposta foi rejeitada com cinco votos contra e dois a favor. Claro que, de seguida, ficou claro que a Junta disponibilizava o salão e todo o apoio para quem quisesse realizar essa sessão, desde que não fosse a própria Junta. Fica claro, mais uma vez, a forma de trabalhar deste executivo, "apoiamos todas as iniciativas, desde que não sejamos nós a tomar a iniciativa e a ter de as realizar".

De seguida passou-se à discussão do Plano de Atividades e Orçamento para 2012 (que se encontra já disponível na barra lateral, à direita).
Tomou a palavra um dos membros eleitos pela coligação "Juntos por Braga", começando a analisar o Plano de Atividades proposto, referindo que o mesmo "não é mais do que, exatamente, o mesmo texto utilizado nas propostas de plano de atividades dos dois últimos anos, tratando-se de um exemplo vivo da forma de trabalhar deste executivo".
Mas vejam por vocês mesmos:


Como podemos ver, trata-se de um reduzido conjunto de generalidades, que não diz mais do que abordar tudo e nada. Vem referido que "...pretende ser o instrumento regulador e orientador do desenvolvimento da Freguesia em todos os sectores.", mas de que forma? Quais são as prioridades? Qual é a orientação e a regulação? E diz mais: "...no desenvolvimento ordenado da Freguesia nos diversos sectores, [...] Embora haja sectores que [...] merecem a atenção mais cuidada e mais esforço.", e quais são esses setores? De que forma se quer proceder ao desenvolvimento? Quais os objetivos traçados? O que se pretende, em concreto, fazer?
Olhando, de seguida para os 11 pontos das Atividades propostas, não se percebe quais são as linhas orientadoras desta Junta para o ano de 2012, quais as suas prioridades em termos de objetivos e dinamização para a freguesia, que investimentos são prioritários ou necessários. Quais são as ruas, jardins e aquedutos que vão ser intervencionados e porquê? Que fatores contribuíram para a escolha destas e não outras? Relativamente às carências habitacionais da freguesia - problema fundamental quanto a nós - que se propõe a Junta fazer em concreto? Que já fez? Que pensa fazer? O que pretende, no fundo, a Junta para Trandeiras?
Julgamos que é possível apresentar um Plano de Atividades muito mais construtivo e específico, dando conta das reais propostas da Junta para a freguesia e descrevendo os objetivos de cada atividade e detalhando o que se pretende fazer.
Mas contudo, o que se ouviu da contraposição por parte do Presidente da Junta foi uma referência ao Orçamento, numa clara confusão sobre o que se discutia. Dizia ele que não compreendia como, mesmo depois de dois anos de presença em Assembleias, ainda se questionava o facto de se verem abertas determinadas rubricas no Orçamento, uma vez que se não estivessem abertas e querendo depois utilizá-las tal não seria possível. Mas até esta altura, só se tinha falado do Plano de Atividades, embora se perceba que para a Junta é tudo e a mesma coisa.

Mas falando de Orçamento, é engraçado contrapor toda a filosofia e sapiência utilizada pelo Presidente, quando encontramos uma rubrica aberta em despesas para "Investimentos - Campo de Ténis", mas nada aberto em receitas. Ou seja, se é preciso haver rubricas abertas para uma eventualidade de alguém querer construir um campo de ténis em Trandeiras (e não se percebe se a Junta quer, não quer, julga ser uma prioridade, ou não, para a Freguesia?) não há rubrica aberta para entrada de verba. Mas então, o Sr. Presidente não tinha acabado, de forma altiva e professoral, de dizer que se não houvesse uma rubrica aberta depois não se podia fazer? Em que ficamos?
Mas tirando esta questão lateral tínhamos uma série de questões relacionadas com o Orçamento que gostávamos de esclarecer, apesar de, nesta altura, se ouvir já vários suspiros e desabafos sobre a demora da sessão e sobre "amanhã ser dia de trabalho"!
Começamos por falar, a título de exemplo e como observação, do valor orçamentado para a Internet da Junta de Freguesia - 600€ - sendo que em 2010 a Junta pagou 413,13€. Referimos que considerávamos aquele valor demasiado elevado, pelo orçamentado daria uns 50€ por mês, pelo que foi gasto em 2010 obtém-se uns 34,44€ mensais. Ora bem, nem banda larga móvel ilimitada fica tão caro! Existem planos no mercado perfeitamente congruentes com as necessidades da Junta de Freguesia a preços bem mais simpáticos, entre os 15 e os 20 euros. Ora a resposta que obtivemos foi "estão orçamentados 600 euros, mas bem que podiam estar 6 mil, porque isto é só um orçamento e depois no final gastamos mais ou menos", ou seja, os valores são definidos sem critério, atirados como que à sorte só para bater certo no final. E a respeito de se conseguir um preço mais baixo para a Internet foi só dito que a Junta é que gere como bem entende. Muito bem, posto isso e clarificando-se assim muitas das questões que nos tinham surgido sobre o porquê de alguns valores em certas rubricas, fica esclarecido que a Junta coloca os valores que lhe parece bem, como que à sorte.
Esclarecemos, também, que a rubrica "Subsídio Complementar" provém da Câmara de Braga. Que a Junta precaveu a possibilidade de haver eleições para 2012, tendo aberto rubricas para mesas eleitorais, embora com uma diferença de 390€ entre o que se recebe e o que se gasta. Que existe um engano no orçamento, uma vez que estando orçamentando gastar-se mais dinheiro do que o que se prevê receber para Investimentos na Rua da Poça da Bácora, esses valores deveriam ser idênticos, segundo o Presidente da Junta, ficando por esclarecer como ficam então as contas perante esse erro e se não deveria ter-se mais cuidado na apresentação dos números e no esclarecimento desse engano.
Para finalizar, deixo aqui na íntegra um documento contendo todas as questões que nos foram suscitadas por este orçamento: Observações e questões sobre o Orçamento para 2012.
O Plano de Atividades e Orçamento para 2012 foi, de seguida, colocado a votação, tendo sido aprovado com cinco votos a favor e duas abstenções.

Deixamos ainda aqui a informação escrita do Presidente da Junta sobre a atividade realizada pela Junta de Freguesia e a situação financeira da mesma: Informação - Dezembro 2011 e, a titulo de curiosidade, um comentário feito por um elemento do público que assistiu à sessão, sobre o assunto da Reforma da Administração Local, dizendo que "alguns elementos da Assembleia demonstraram não saber do assunto, nem querer saber", dizendo que foram eleitos para se preocuparem com estes assuntos e que se ele tivesse igual atitude na sua profissão seria despedido...

Para finalizar, referir apenas que ficou referenciada a realização de uma sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia para o final do mês de Janeiro para se discutir a questão da Reforma da Administração Local. (Pera aí, mas afinal esclarecer e debater com a população não interessa, mas marcar uma Assembleia extraordinária para se discutir esta temática já é importante. Perceberam? Nós também!)


Juntos por Trandeiras.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Votos de um Feliz Ano Novo 2012

Ola amigos Trandeirenses,

Mais um ano que se finda. Este ano de 2011 trouxe algumas preocupações e dificuldades e, apesar de o futuro parecer não apresentar melhorias, temos de ser nós a procurar sermos parte da solução e não parte do problema ou simplesmente ficarmos à espera que nos apresentem a solução.


"Que as realizações alcançadas este ano, sejam apenas sementes plantadas, que serão colhidas com maior sucesso no ano vindouro e sabendo que jamais haverá realmente Ano Novo, se continuarmos a copiar os erros dos anos velhos".
 Votos de um Feliz Ano Novo!


Juntos por Trandeiras.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Divídas, Empresas Públicas e Reforma da Administração Local

Ola amigos Trandeirenses,

Passou o Natal e caminhamos a passos largos para o dia de Ano Novo, com uma paragem pela frente, a Assembleia de Freguesia no próximo dia 29.
De qualquer modo, gostaria de partilhar convosco, antes do final do ano, um assunto que há já algum tempo (desde o dia 6 do presente mês, quando vi a notícia espelhada num jornal local) pretendia aqui abordar, mas que contudo nunca fui tendo oportunidade. Entretanto, depois da festa natalícia, chegou essa oportunidade, entre uma rabanada ou outra, juntando ainda algumas achegas mais.

Ora este assunto está intimamente relacionado com o processo da Reforma da Administração Local que temos vindo a abordar consecutivamente neste espaço. E a urgência em escrever sobre este tema instalou-se depois de ter passado os olhos por dois factos recentes: a aprovação, em Assembleia Municipal, este mês, de uma Moção apresentada pelo Partido Comunista que, na sua essência rejeitava liminarmente o Livro Verde da reforma do Poder Local em todos os seus eixos e de uma notícia do "Diário de Minho" de 25 de Dezembro, onde a Assembleia de Freguesia de Ruílhe aprovou uma moção no mesmo sentido.

Ora estas Moções rejeitam liminarmente a auscultação das populações e, principalmente, o devido esclarecimento destas. Pode ler-se na notícia sobre a Moção aprovada pela Assembleia de Ruílhe: "Os eleitos prometem ainda «protestar firmemente» contra as decisões tomadas sobre esta matéria sem ouvir as populações e os seus representantes..." - sou só eu que vejo a contrariedade desta ideia? Ora vamos aprovar uma Moção a rejeitar a Reforma e recusar esclarecer as pessoas e com elas debater e depois queixa-mo-nos que as pessoas não são ouvidas! As pessoas só não são ouvidas porque os "eleitos" se recusam a ouvi-las!
Depois a tal Moção contém uma série de baboseiras e inverdades que chega a roçar o ridículo que, pessoas que são responsáveis pela administração local, coloquem o seu nome a subscrever tal proposta. Dando exemplos: "...coloca em segundo plano uma verdade incontornável e assumida por todos os quadrantes políticos da sociedade portuguesa, que passa pelo facto indiscutível, de que um euro administrado e gasto pela administração local ser muito mais rentável e melhor gerido de que um euro gasto pela administração central."; ou "...«ninguém de bom senso duvidará» que a estrutura proposta não potenciará melhor racionalização de recursos, nem melhor rentabilidade, obrigando pelo contrário à implementação de estruturas com recursos mais onerosos na administração de territórios, mais amplos e com maior número de equipamentos."; e ainda, "A reforma administrativa preconiza a extinção de Juntas de freguesia com base «no pressuposto falso de que com isso se conseguirá, de forma significativa, uma poupança no Orçamento de Estado, esquecendo-se que as 4259 freguesias representam, apenas, um esforço de 0,1 por cento e que o poder local no seu todo representa actualmente 4 por cento da dívida pública nacional»."

Ora, lendo isto e sem um esclarecimento sério e responsável, facilmente se diaboliza a Reforma da Administração Local, refugiando-se na demagogia, no eleitoralismo e no populismo e decidindo-se rejeitar qualquer discussão. E, para além da discussão, rejeita-se um novo paradigma de lei eleitoral autárquica; limites de endividamento às empresas municipais; a proibição de criação de mais empresas municipais; mais competências para as freguesias; a reorganização do mapa autárquico; enfim, um novo modelo para a Administração Local. E focando-nos na questão das Freguesias o que o Livro Verde reclama é precisamente um caminho de proporcionar escala e dimensão às Freguesias, dotando-as de mais competências e de maior autonomia financeira e administrativa, sendo, para tal, necessário proceder a uma redução de órgãos de administração, pois é disto que se trata e não de extinção de Freguesias como alguns teimam em querer fazer crer.
Podemos e devemos debater os critérios para a redução do número de Juntas de Freguesia previstos no Livro Verde. Podemos e devemos propor outros caminhos; outros critérios; outros princípios. O que não é admissível é que se rejeite a discussão. Que não se queira dar contributos. Que se opte pelo marasmo. Pela continuidade. Pela irresponsabilidade. E foi isso que a Assembleia Municipal de Braga e a Assembleia de Freguesia de Ruílhe fizeram e, temo, é o que se pretende fazer na nossa freguesia.

E a propósito de custos, que se diz irem aumentar. Que se diz serem insignificantes. Que se diz ser a principal razão pela qual se faz a Reforma. Facilmente vemos que tal não corresponde inteiramente à verdade. Aliás, a Reforma da Administração Local não tem, no seu todo, como principal objectivo uma redução de custos, basta ler (sim ler, porque falar da Reforma - com autoridade como se vê por aí - sem sabermos de facto do que falamos é no mínimo irresponsável) o Livro Verde para nos apercebermos disso e desmontarmos facilmente os argumentos demagógicos e bacocos que por aí se vão ouvindo, da parte de quem não quer discutir com as pessoas este assunto.
Falemos então de custos. E falemos de Braga. Noticiou o "Diário do Minho" na sua edição de 6 de Dezembro que as "Empresas municipais de Braga duplicaram dívidas da Câmara". Dizia a notícia que as dívidas das empresas municipais da Câmara de Braga, que atingem mais de 85 milhões de euros, estão a fazer duplicar a dívida total do município. Estes são números do Livro Branco, publicado pelo Governo sobre o Sector Empresarial Local, e que colocam o concelho bracarense no segundo lugar, entre os municípios de todo o país, no que respeita à criação de mais empresas municipais. As dívidas das sete empresas em que a Câmara de Braga tinha uma posição relevante em 2009, quase igualaram a dívida directa da autarquia, fazendo o município responder por dívidas totais na casa dos 181 milhões de euros. Dessa verba, 85 milhões e meio de euros são imputados às empresas que constituem o sector empresarial do município, isto sem contar com os 23 milhões de euros que custa à autarquia a parceria público-privada, firmada com uma empresa de construção civil.
Lembram-se: "...um euro administrado e gasto pela administração local ser muito mais rentável e melhor gerido de que um euro gasto pela administração central." Será esta afirmação uma "verdade incontornável" ou um "facto indiscutível"?

E por fim, deixo só mais alguns dados, estes sim verdades incontornáveis: "Cada bracarense deve quase 24 mil euros". Os bracarenses são os que respondem pelo valor médio mais elevado da dívida privada dos catorze concelhos do Baixo Minho. Em média, cada um dos 181 474 cidadãos residentes na capital de distrito é responsável por um empréstimo bancário no valor de 23 832 euros, montante que duplica o valor da dívida imputada a um residente em Guimarães ou um cidadão de Famalicão. O anuário da região norte faz saber que, só à sua conta,a população e o sector empresarial privado de Braga contraiu quase 70% de toda a dívida dos seis concelhos da sub região do Vale do Cávado. O volume de empréstimos contraídos em Braga é praticamente 36% da totalidade dos empréstimos feitos ao sector privado dos 12 concelhos das sub regiões do Cávado e Ave. Estes números reportam-se a empréstimos contraídos pelo sector privado junto das instituições de crédito até ao ano de 2009 e são revelados pelo Anuário Estatístico da Região Norte para o ano de 2010, que o Instituto Nacional de Estatística publicou recentemente.

Vamos recusar discutir estas questões? Vamos deixar de esclarecer devidamente as pessoas e permitir, depois, que estas pensem por elas próprias e discutam em conjunto? Irão os eleitos, merecedores da confiança dessas mesmas pessoas, negar-lhes o direito de serem esclarecidas e de discutirem estes assuntos? Veremos. Mas quer-me parecer é que a recusa em debater com as populações (principais interessadas) e a rejeição linear do Documento Verde constituem, isso sim, um atentado a todos os princípios de um verdadeiro regime democrático.


Juntos por Trandeiras.