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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Prémio "Pá de Ouro"

Ola amigos Trandeirenses,

Neste último dia do ano de 2012, gostaríamos de deixar aqui os desejos de um Bom Ano Novo para todos e que 2013 seja pleno de oportunidades e que todos as aproveitemos da melhor forma.

E inseridos no ambiente de boa disposição e clima de festa que sempre marcam os finais de ano, temos a alegria de comunicar-vos uma alegre notícia, uma novidade fresquinha, obtida por meios oficiosos, mas que poderá ser bastante significativa para 2013!

Parece que os dois representantes da Assembleia de Freguesia de Trandeiras, eleitos pela coligação "Juntos por Braga", estão nomeados, por intermédio da Junta de Freguesia, para o mui prestigiado prémio "Pá de Ouro", que anualmente consagra o melhor coveiro do ano.


Este ano, contrariamente aos anos anteriores, o favorito não é o Coveiro Paulinho (eterno vencedor do respeitável prémio), mas sim estes dois elementos da Assembleia de Freguesia, que pelos vistos conseguiram feitos relevantes, na função de cangalheiros, atividade que, aliás, não é a sua principal área de atuação. Esperamos ansiosamente a revelação da atribuição do prémio, mas é já uma honra enorme termos estes dois elementos entre os nomeados! Façamos figas para a grande noite da atribuição da "Pá de Ouro".


Juntos por Trandeiras.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Assembleia de Freguesia

Ola amigos Trandeirenses,

Realizou-se na noite de ontem, a Assembleia de Freguesia ordinária, referente ao mês de Dezembro, onde foi apresentado, discutido e aprovado o Plano de Atividades e Orçamento para o ano de 2013.



A sessão iniciou-se com a presença de todos os membros à hora marcado, tendo sido lida e aprovada a ata referente à última Assembleia realizada em Setembro.
De seguida entrou-se na discussão do Plano de Atividades e Orçamento para 2013, tendo sido colocadas pelos membros eleitos pela coligação "Juntos por Braga" as seguintes questões:
  • A respeito da rubrica "Subsídio Complementar", inscrita nas receitas, com uma verba de 33.510 € (aumentou cerca de 20.000 € relativamente ao orçamento de 2012), quais são os planos que a Junta de Freguesia tem para esta verba? Que atividades pretende realizar?
  • Existe uma rubrica, em receitas, referente à "Mina da Poça da Bácora", orçamentada em 10.000 €. Uma vez que a intervenção na mina estava já orçamentada para este ano e as obras decorreram, ainda se prevê nova intervenção na mina? Ou as obras realizadas ainda não foram pagas e sê-lo-ão  no decorrer do próximo ano? E porque se prevê apenas 2.000  € de despesas com a "Mina da Poça da Bácora"?
  • Este ano surge uma rubrica "Prémios, Condecorações e Ofertas - Vários", orçada em 10.000 €. A que se destina esta verba? Porquê este valor tão considerável?
  • Surge, ainda, uma outra rubrica "Aluguer Parque Desportivo PPPs", orçada em 3.690 €. Em que moldes se encontra a Parceria Publico-Privada do parque desportivo? Só agora vai começar a ser paga?
  • A Junta orçamentou para "Conservação de Bens - Vários Bens", 4.000 €. Que bens estão planeados intervencionar?
  • Foi criada uma nova rubrica "Telefone e Internet da Junta", orçada em 700 €. A Junta pensa renegociar o contrato de Internet, com vista a reduzir os custos?
  • Não consta do orçamento verba para a Internet da Escola EB1, ao contrário dos anos anteriores. Porque não consta esta rubrica do orçamento? Deixou a Internet da escola de ser um encargo da Junta de Freguesia?
  • Existe uma rubrica "Publicidade - Vários", orçada em 5.000 €. A que se destina esta verba? Em que tipo de publicidade prevê a Junta gastas 5 mil euros?
  • Estão orçamentados 8.170 € para "Viação Rural - Vários". Que obras estão previstas, a este respeito, para a junta prever gastar cerca de 8 mil euros?
De seguida, o presidente da Junta tomou a palavra e começou por referir este documento é um plano de atividades e orçamento, pelo que as verbas poderão variar e são estimativas. Nesse sentido, os cerca de 8 mil euros orçados para a "Viação Rural - Vários" é uma verba que poderá chegar ou não dependendo do que for acontecendo ao longo do ano e do que for preciso ir fazendo. [Por aqui se pode depreender que não há nada planeado, nem projetado, sendo a verba atribuída "aleatoriamente", não se definindo as prioridades ou as necessidades, navegando-se ao sabor da corrente...]
Falou depois a respeito da Mina da Poça da Bácora, referindo que os dez mil euros orçamentados, em receitas, poderão ser gastos em várias situações e que as obras que foram feitas ao longo deste ano estão todas já devidamente pagas. [Não se referiu contudo à diferença de valores entre as receitas (10.000 €) e as despesas (2.000 €) nesta rubrica.] Referiu ainda que a água da Poça da Bácora tem sido uma situação difícil para a Junta, mas que fará tudo por tudo, "custe o que custar", para manter a água desse fontanário.
Quanto à questão sobre a verba orçamentada para a "Conservação de Bens - Vários", referiu que a Junta possui vários bens e que nunca se sabe quais precisarão de conservação, podendo até o valor orçamentado não chegar para o que se tenha de fazer. [Mais uma vez se depreende que não há uma inventariação ou planeamento de quais os bens mais necessitados de intervenção, lidando com as situações conforme estas forem aparecendo.]
Foi referido que no que concerne à questão do telefone e Internet da Junta, o contrato foi renegociado, passando agora a Junta a dispor de um serviço que junta o telefone e Internet, do qual paga, por mês cerca de 29 euros. [Congratula-mo-nos por esta novidade e pela atitude assumida pelo executivo, que foi de encontro às várias recomendações feitas, em assembleia, pelos elementos eleitos pela coligação "Juntos por Braga", que sempre referiram que a verba gasta com Internet pela junta era excessiva]. Ainda nesta questão, foi referido pelo presidente que a Internet da escola EB1, a partir do próximo ano, já não é da responsabilidade da Junta de Freguesia, bem como a Internet recentemente instalada no jardim de Infância, não constando, por isso, no orçamento para 2013.
Em relação ao "Subsídio Complementar", verba que a Câmara atribui às freguesias mais precárias, será para utilizar em várias despesas. [Mais uma vez se depreende que não há planeamento sobre como utilizar uma verba que, comparativamente com o orçamentado no ano passado, aumentou consideravelmente. "É para utilizar em despesas", mas não há nada definido, nem projetado...]
Quanto à verba, de 10 mil euros, orçamentada para "Prémios, Condecorações e Ofertas - Vários", foi explicado que se destina a uma atividade que visa homenagear os autarcas desta freguesia, não se sabendo ainda bem o que vai ser feito, nem quanto se vai gastar, podendo ser mais ou menos do que o que está orçamentado. [10 mil euros! numa atividade de homenagem!]
Finalmente, foi superiormente referido que a verba de 5 mil euros para "Publicidade - Vários" foi propositadamente inscrita no orçamento, pois o executivo terá todo o "gosto" e intenção de publicitar e "espalhar aos quatro ventos", "quem foram os coveiros pela extinção da freguesia de Trandeiras", prevendo várias ações para esse efeito, afirmando que "gastamos o que quisermos, no que quisermos". [5 mil euros para isto? Ocorre-nos algumas maneiras mais produtivas de gastar dinheiro público... Mas não deixa de ser divertido...]

Depois destes esclarecimentos, o presidente da Assembleia colocou o Plano de Atividades e Orçamento para 2013 a votação, tendo o mesmo sido aprovado, por maioria, com duas abstenções.

No último ponto da ordem de trabalhos, foi apreciado o documento referente às Informações apresentadas pela Junta de Freguesia, do qual gostaríamos de destacar a atividade supimpa e merecedora de destaque que foi a "Retirada e recolocação do abrigo (Paragem) na Poça da Bácora, com recurso a uma grua própria e camião". [Bom trabalho!]
Falou-se ainda de outros assuntos de interesse para a freguesia, nomeadamente o novo mapa da reorganização do território, numa discussão acalorada e apaixonada, havendo ainda tempo para o Presidente da Junta, sapientemente, mostrar o seu agastamento para com a atitude dos eleitos pela coligação "Juntos por Braga", ao longo destes quatro anos, juntando-se-lhe o presidente da Assembleia nesse sentimento.

Depois de encerrada a sessão, passou-se ao período natalício, próprio da época, celebrado com bolo-rei e champanhe.


Juntos por Trandeiras.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Assembleia de Freguesia - 27 de Dezembro

Ola amigos Trandeirenses,

Realiza-se na próxima quinta-feira, dia 27 de Dezembro, com início pelas 21h30, na sede da Junta de Freguesia, a próxima sessão ordinária da Assembleia de Freguesia de Trandeiras. A ordem de trabalhos será a seguinte: leitura e aprovação da acta da Assembleia anterior; Plano de Atividades e Orçamento para o ano de 2013; Informação da Junta e Outros assuntos.


 Aproveitamos para convidar todos os Trandeirenses a participarem na Assembleia de Freguesia. A nossa participação na vida da freguesia não se esgota com a ida à urna. Estarmos informados e esclarecidos e participarmos nas tomadas de decisão sobre os destinos da nossa terra são direitos adquiridos que muitas vezes são esquecidos ou feitos esquecer.

A este respeito diz o Artigo 84.º, da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro:

    "1 - As sessões dos órgãos deliberativos [Assembleia de Freguesia] das autarquias locais são públicas.
    [...]
    6 - Nas reuniões dos órgãos deliberativos, encerrada a ordem do dia, há um período para a intervenção do público durante o qual lhe serão prestados os esclarecimentos solicitados.
"


Juntos por Trandeiras.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Próxima Assembleia de Freguesia é no dia 27 de Setembro

Ola amigos Trandeirenses,

Realiza-se na próxima quinta-feira, dia 27 de Setembro, com início pelas 21h30, na sede da Junta de Freguesia, a próxima sessão ordinária da Assembleia de Freguesia de Trandeiras. A ordem de trabalhos cinge-se a dois pontos, respetivamente, leitura da ata da reunião anterior; assuntos de interesse da Freguesia.



Aproveitamos para convidar todos os Trandeirenses a participarem na Assembleia de Freguesia. A nossa participação na vida da freguesia não se esgota com a ida à urna. Estarmos informados e esclarecidos e participarmos nas tomadas de decisão sobre os destinos da nossa terra são direitos adquiridos que muitas vezes são esquecidos ou feitos esquecer.

A este respeito diz o Artigo 84.º, da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro:

    "1 - As sessões dos órgãos deliberativos [Assembleia de Freguesia] das autarquias locais são públicas.
    [...]
    6 - Nas reuniões dos órgãos deliberativos, encerrada a ordem do dia, há um período para a intervenção do público durante o qual lhe serão prestados os esclarecimentos solicitados.
"


Juntos por Trandeiras.

domingo, 1 de julho de 2012

Requerimento - Esclarecimentos sobre o Relatório e Contas de 2011

Ola amigos Trandeirenses,

Tal como havíamos adiantado no post a respeito da última Assembleia de Freguesia, no passado dia 28 de Junho, os dois elementos da Assembleia eleitos pela coligação "Juntos por Braga", entregaram na Junta de Freguesia um Requerimento, enquanto cidadãos recenseados na freguesia, solicitando esclarecimentos sobre o último Relatório de Atividades e Contas, relativo ao ano de 2011, e o acesso (através de cópia) a alguns documentos relacionados.

Clica para veres o Requerimento

Uma vez que, na Assembleia de Abril, onde foi discutido (pelo menos na Ordem de Trabalhos figurava esta palavra) e votado o Relatório e Contas de 2011, a Junta de Freguesia, substanciada pelo Presidente da Assembleia, se recusou a responder a qualquer questão e prestar os esclarecimentos que foram, na altura, pedidos, sobre o documento apresentado, os dois elementos eleitos pela lista "Juntos por Braga" decidiram avançar com o requerimento, endereçado à Junta de Freguesia, para verem esclarecidas as questões que ficaram sem resposta e que julgam importantes para melhor compreensão do Relatório e Contas apresentado.

Espera-se agora uma resposta esclarecedora, por parte da Junta de Freguesia, nos parâmetros definidos pela Lei das Autarquias Locais (Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com as alterações introduzidas pela Lei nº 5-A/2002, de 11 de Janeiro e pela Lei n.º 67/2007, de 31 de Dezembro) e pela Lei do Acesso aos Documentos Administrativos (Lei n.º 46/2007, de 24 de Agosto).


Juntos por Trandeiras.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Realizou-se a Assembleia de Freguesia - 28 de Junho

Ola amigos Trandeirenses,

Realizou-se ontem a habitual sessão de Junho da Assembleia de Freguesia de Trandeiras, com a seguinte ordem de trabalhos: - Leitura da ata da da reunião anterior; - Assuntos do interesse da freguesia; - Informação da Junta.

Estando todos os membros da Assembleia presentes, a sessão iniciou-se com a leitura da ata da reunião anterior. De seguida, abriu-se o período para discussão de assuntos de interesse da freguesia onde, dada a estrita relação entre os temas, se fundiu com o último ponto da ordem de trabalhos - informação da Junta.
Foi assim distribuída e lida a folha contendo as informações da Junta de Freguesia sobre as atividades por esta desenvolvida, desde Abril (que podem encontrar no 'link' acima, ou nos documentos da freguesia na barra lateral).
No seguimento, questionamos a Junta relativamente às análises efetuadas aos fontanários da freguesia, tendo o presidente informado que todas as análises estão de acordo com os parâmetros normais, sendo a água de todos os fontanários própria para consumo, de acordo com os documentos recebidos após as análises. O presidente da Junta salientou ainda que a melhor água para beber é a do fontanário da Poça da Bácora, bem como o do Barreiro. Os membros eleitos pela coligação 'Juntos por Braga' sugeriram que os resultados das análises fossem publicados junto aos fontanários, informando-se assim as pessoas sobre a análise e qualidade das águas, mas a ideia foi de imediato posta de parte, tendo até um membro da junta de freguesia salientado que "não existe em Portugal nenhum fontanário que tenha indicação de Água Potável/Própria para Consumo".

De seguida, os elementos eleitos pela coligação 'Juntos por Braga' chamaram à atenção para o problema do lixo que se tem acumulado junto ao Ecoponto, próximo do café 'Ponto de Encontro', que começa a assumir proporções de lixeira, tendo o presidente da Junta salientado a importância destas questões serem levantadas e informou que seguiu já um email para a AGERE a reportar o problema e a pedir que o lixo seja recolhido.

De seguida, o presidente da Junta informou que se realizou uma reunião com as Juntas de Freguesia da Veiga de Penso que acertou os últimos pormenores sobre a entrada em funcionamento de uma Cantina Social, que funcionará na freguesia de Penso Santo Estêvão, gerida pela Misericórdia de Braga, em articulação com a Segurança Social, sob a organização do projeto 'Ideia +' do Centro Social Inter-freguesias da Veiga de Penso (CSIF), que funcionará - para já - por um período 'experimental' de seis meses, apoiando diversas famílias mais desfavorecidas da Veiga de Penso. Este projeto será apoiado pelas juntas de freguesia, que investirão uma verba na ordem dos 280 €, que consiste em 100 € de jóia, acrescido de 30 € por mês. Para mais informações poderão contatar a Junta de Freguesia de Trandeiras, ou dirigirem-se diretamente a Escudeiros, todas as segundas feiras, entre as 14h e as 17h, podendo aí efetuar a candidatura para usufruírem deste apoio.

Sem mais assuntos a discutir, deu-se por encerrada a sessão da Assembleia de Freguesia.


Salientar, por fim, que neste dia foi entregue na Junta de Freguesia um requerimento solicitando algumas informações e o acesso aos documentos relacionados com as mesmas, que abordaremos mais pormenorizadamente, em breve.


Juntos por Trandeiras.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Assembleia de Freguesia - 28 de Junho

Ola amigos Trandeirenses,

Realiza-se na próxima quinta-feira, dia 28 de Junho, com início pelas 21h30, na sede da Junta de Freguesia a próxima sessão ordinária da Assembleia de Freguesia de Trandeiras. A ordem de trabalhos cinge-se a três pontos, respetivamente, Leitura da ata da reunião anterior; Assuntos de interesse da Freguesia; Informação da Junta.


Aproveitamos para convidar todos os Trandeirenses a participarem na Assembleia de Freguesia. A nossa participação na vida da freguesia não se esgota com a ida à urna. Estarmos informados e esclarecidos e participarmos nas tomadas de decisão sobre os destinos da nossa terra são direitos adquiridos que muitas vezes são esquecidos ou feitos esquecer.

A este respeito diz o Artigo 84.º, da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro:

    "1 - As sessões dos órgãos deliberativos [Assembleia de Freguesia] das autarquias locais são públicas.
    [...]
    6 - Nas reuniões dos órgãos deliberativos, encerrada a ordem do dia, há um período para a intervenção do público durante o qual lhe serão prestados os esclarecimentos solicitados.
"


Juntos por Trandeiras.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Realizou-se a Assembleia de Freguesia

Ola amigos Trandeirenses,

Realizou-se na noite de ontem a sessão ordinária da Assembleia de Freguesia, cujo único ponto da ordem de trabalhos era a discussão e votação do Relatório de Atividade e Contas da Gerência da Junta de Freguesia de Trandeiras, referente ao ano de 2011.

 

A Assembleia de Freguesia iniciou-se pelas 21h30, na sede da Junta de Freguesia, com a presença de todos os seus membros. Depois de lida e assinada a ata da sessão anterior, foi distribuída a folha de informações da Junta de Freguesia sobre as atividades por esta desenvolvida, tendo de seguida sido aberto o período antes da ordem do dia, registando-se apenas uma intervenção. Um dos elementos eleitos pela lista "Juntos por Braga" chamou a atenção para o problema dos cães vadios que se vem arrastando à já algum tempo e que começa a ser preocupante, dado que, recentemente, nasceu mais uma ninhada e alguns dos cães têm manifestado comportamentos agressivos, tendo chegado mesmo a morder, pelo menos, uma pessoa. Questionou-se, desta forma, a Junta de Freguesia sobre o que poderá esta fazer face à situação. O Presidente da Junta, começou por dizer que lamenta a situação, até porque um dos seus familiares já teria até sido mordido por um dos cães, mas que sempre que é chamada a AGERE, os cães fogem para terreno privado e, portanto, nada pode ser feito uma vez que os animais não podem ser capturados sem a autorização dos proprietários. Disse ainda que considera lamentável que haja quem dê proteção e alimente os cães dando, assim, continuidade à situação, mas que a Junta não pode fazer mais do que qualquer outro cidadãos, ou seja, ligar para o canil a comunicar a situação e pedir que venham recolher os animais.

De seguida, entrou-se na ordem do dia e o Presidente da Assembleia colocou à discussão o Relatório de Atividade e Contas apresentado pela Junta de Freguesia. Uma vez mais, os elementos eleitos pela lista "Juntos por Braga" pediram a palavra e colocaram uma série de questões e pedidos de esclarecimentos, nomeadamente:
- que existem vários valores no Relatório e Contas que não foram orçamentados no respetivo plano e orçamento, solicitando esclarecimento se tal não deveria ter sido comunicado à Assembleia (uma vez que se estavam a adicionar rubricas que não tinham sido projetadas);
- de seguida focaram a questão do Parque Desportivo, onde existe um claro défice entre o que é recebido e o que é gasto, sendo que, de aluguer a Junta recebe da Escola de Futebol Fernando Pires (EFFP) 3.067,39 €, mas gasta (só de luz e água, ou seja, manutenção, que está a cargo da EFFP) 3.484,52 €. Ou seja, existe um claro prejuízo, quando os custos de manutenção estão protocolarmente assumidos pela EFFP. E para além disto, acresce no campo das despesas um valor, concedido ao GDRT, de 2.132,92 €, que serve para ajudar nos custos de manutenção do Parque Desportivo. Portanto, com o Parque Desportivo, a Junta recebe da EFFP 3.067,39 €, mas gasta 5.617,44 € (em luz, água e no apoio ao GDRT)!
- focaram de seguida um assunto relativo ao valor gosto em Internet pela Junta de Freguesia. A Junta pagou em 2011, pela Internet 457,33 €, mais 44,02 € do que no ano anterior, o que significa um valor mensal na ordem dos 38,11 €. Como justifica a Junta de Freguesia este valor tão elevado? Porque precisa a Junta de Freguesia de um serviço de Internet mais dispendioso do que um de banda larga móvel ilimitada? (Veja-se o exemplo da Internet da Escola EB1, que ronda os 15,42 € mensais, isto é, 185,00 € anuais).
- pediram esclarecimentos sobre a que se referiam os 153 € da rubrica Sociedades e quase-sociedades não financeiras públicas.
- questionaram também a verba recebida em Transferências Continente - Águas pluviais (que não constava do Orçamento de 2011), sobre a sua proveniência e se teria sido gasta na rua Padre Sebastião Mota Lopes, ou se não, em quê?
- pediram esclarecimentos sobre o aumento de 700 € em despesas de representação da Junta de Freguesia, relativamente ao valor gasto no ano anterior.
- levantaram, também, a questão sobre o valor de 192 € registada em Seminários, Exposições e Similares - Vários, uma vez que não era claro a que se referia essa verba.
- questionaram, ainda, sobre quem foram as Outras Instituições sem fins lucrativos a quem foi atribuída uma verba de 371,86 €.

Depois desta intervenção, o Presidente da Assembleia tomou a palavra e disse que apesar da Junta de Freguesia sempre ter esclarecido as questões colocadas em sessões anteriores, esta não estava obrigada a o fazer e por isso, caso quisesse, poderia simplesmente ignoras as questões e não prestar nenhum esclarecimento. Neste mesmo sentido, o Presidente da Junta de Freguesia, afirmou perante a Assembleia: "Não respondo porque isto não é uma auditoria! Não vou explicar nada!", acrescentando, brevemente, que quanto às rubricas constantes no Relatório e Contas que não haviam sido orçamentadas, tal não era necessário porque uma legislação recente permitia aos executivos das Juntas realizar essas alterações e, sobre a questão da Internet referiu "quem gere somos nós!".
Posto isto, o Presidente da Assembleia colocou o documento a votação, tendo este sido aprovado com os votos favoráveis dos eleitos pela lista do PS.

Face ao acontecido nesta sessão da Assembleia, os elementos eleitos pela coligação "Juntos por Braga" só têm a lamentar a atitude da Junta e Assembleia de Freguesia que se recusaram a esclarecer as duvidas suscitadas pelos documentos apresentados, contribuindo para que estas prevaleçam e se perpetuem, tendo inclusive sérias dúvidas sobre a não obrigação da Junta em responder às solicitações de esclarecimento. Não se compreende esta recusa em contribuir para o esclarecimento das questões levantadas, criando um estado de falta de transparência.

Comentário final para a questão da Internet da Junta de Freguesia. É certo que quem gere as questões ligadas à freguesia e aos seus recursos é este executivo, mas não convém esquecer que os recursos geridos são públicos, que para quem não entende, são de todos nós. Daí que, tendo a possibilidade de ter um serviço de Internet muito mais económico face ao existente atualmente (por exemplo), optar por não o fazer, ou é exemplo claro de má gestão, ou...

Juntos por Trandeiras.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Assembleia de Freguesia - 19 de Abril

Ola amigos Trandeirenses,

Realiza-se na próxima quinta-feira, dia 19 de Abril, com início pelas 21h30, na sede da Junta de Freguesia a próxima sessão ordinária da Assembleia de Freguesia de Trandeiras. O ponto principal da Ordem de Trabalhos será a discussão e votação do Relatório de Atividade e Contas da Gerência da Junta de Freguesia de Trandeiras, referente ao ano de 2011.


Aproveitamos para convidar todos os Trandeirenses a participarem na Assembleia de Freguesia. A nossa participação na vida da freguesia não se esgota com a ida à urna. Estarmos informados e esclarecidos e participarmos nas tomadas de decisão sobre os destinos da nossa terra são direitos adquiridos que muitas vezes são esquecidos ou feitos esquecer.

A este respeito diz o Artigo 84.º, da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro:

    "1 - As sessões dos órgãos deliberativos [Assembleia de Freguesia] das autarquias locais são públicas.
    [...]
    6 - Nas reuniões dos órgãos deliberativos, encerrada a ordem do dia, há um período para a intervenção do público durante o qual lhe serão prestados os esclarecimentos solicitados.
"


Juntos por Trandeiras.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Assembleia de Freguesia - 29 de Dezembro

Ola amigos Trandeirenses,

Realizou-se no passado dia 29 de Dezembro a sessão ordinária da Assembleia de Freguesia de Trandeiras. Nesta sessão, segundo a ordem de trabalhos da convocatória, seria lida a ata da reunião anterior e, no ponto dois, discutido e votado o Plano de Atividades e Orçamento para 2012.
Aquando da convocatória estranhamos que a discussão de uma proposta enviada pelos dois membros eleitos pela coligação "Juntos por Braga" não constasse da ordem de trabalhos como deveria ser mas, entretanto ela foi discutida antes da ordem de trabalhos... ou melhor, a meio da ordem de trabalhos, entre a leitura da ata e a discussão do plano de atividades e orçamento.

A proposta (que podem encontrar na integra na barra lateral, à direita) mencionada acima, foi enviada no princípio do mês de Dezembro ao Presidente da Assembleia de Freguesia e tinha como objetivo principal a aprovação da realização de uma Sessão de Esclarecimento e Debate, dirigida a toda a população, sobre o tema da Reforma da Administração Local, que se encontra já em curso e que temos vindo a falar neste espaço.
A proposta foi primeiro apresentada pelos proponentes, que leram a proposta e depois sustentaram o porquê de a terem apresentado em Assembleia, referindo que sendo uma reforma que prevê, a dado ponto, a participação dos cidadãos, através de uma discussão pública de um dos pontos da reforma - a Organização Territorial - seria de todo o interesse da Assembleia promover o esclarecimento desta questão e promover o seu debate. Daí, a proposta prever a realização de uma Sessão de Esclarecimento e Debate, cujos objetivos passariam pelo esclarecimento abrangente da Reforma que está em curso, bem como, pela promoção de uma discussão, centrada na reorganização administrativa do território, nomeadamente na situação de Trandeiras, ouvindo as sugestões e contributos dos habitantes da freguesia, sobre a forma como melhor se poderia levar a cabo este eixo da reforma, tendo em conta todos os anseios e preocupações dos Trandeirenses.
Seguiu-se uma discussão da proposta, entre os membros da Assembleia, onde foram sustentadas as opiniões de que não havia nesta Assembleia quem pudesse assumir o esclarecimento dessa questão, uma vez que os próprios membros pouco ou nada sabiam - pelo menos a título oficial - sobre a mesma e até porque cabia ao Governo fazer a divulgação e esclarecimento e até enviar a todos os membros o Livro Verde (apesar de se encontrar disponível para todos, por exemplo na Internet). Percebe-se que não há muita vontade em discutir assuntos, até porque a disponibilidade para compreender e debater é deficitária e existe uma grande propensão para confundir argumentos. Portanto, percebeu-se que a Assembleia não tinha o interesse em aprovar a realização da referida sessão.
Não tinha e não teve, uma vez que após a votação, a proposta foi rejeitada com cinco votos contra e dois a favor. Claro que, de seguida, ficou claro que a Junta disponibilizava o salão e todo o apoio para quem quisesse realizar essa sessão, desde que não fosse a própria Junta. Fica claro, mais uma vez, a forma de trabalhar deste executivo, "apoiamos todas as iniciativas, desde que não sejamos nós a tomar a iniciativa e a ter de as realizar".

De seguida passou-se à discussão do Plano de Atividades e Orçamento para 2012 (que se encontra já disponível na barra lateral, à direita).
Tomou a palavra um dos membros eleitos pela coligação "Juntos por Braga", começando a analisar o Plano de Atividades proposto, referindo que o mesmo "não é mais do que, exatamente, o mesmo texto utilizado nas propostas de plano de atividades dos dois últimos anos, tratando-se de um exemplo vivo da forma de trabalhar deste executivo".
Mas vejam por vocês mesmos:


Como podemos ver, trata-se de um reduzido conjunto de generalidades, que não diz mais do que abordar tudo e nada. Vem referido que "...pretende ser o instrumento regulador e orientador do desenvolvimento da Freguesia em todos os sectores.", mas de que forma? Quais são as prioridades? Qual é a orientação e a regulação? E diz mais: "...no desenvolvimento ordenado da Freguesia nos diversos sectores, [...] Embora haja sectores que [...] merecem a atenção mais cuidada e mais esforço.", e quais são esses setores? De que forma se quer proceder ao desenvolvimento? Quais os objetivos traçados? O que se pretende, em concreto, fazer?
Olhando, de seguida para os 11 pontos das Atividades propostas, não se percebe quais são as linhas orientadoras desta Junta para o ano de 2012, quais as suas prioridades em termos de objetivos e dinamização para a freguesia, que investimentos são prioritários ou necessários. Quais são as ruas, jardins e aquedutos que vão ser intervencionados e porquê? Que fatores contribuíram para a escolha destas e não outras? Relativamente às carências habitacionais da freguesia - problema fundamental quanto a nós - que se propõe a Junta fazer em concreto? Que já fez? Que pensa fazer? O que pretende, no fundo, a Junta para Trandeiras?
Julgamos que é possível apresentar um Plano de Atividades muito mais construtivo e específico, dando conta das reais propostas da Junta para a freguesia e descrevendo os objetivos de cada atividade e detalhando o que se pretende fazer.
Mas contudo, o que se ouviu da contraposição por parte do Presidente da Junta foi uma referência ao Orçamento, numa clara confusão sobre o que se discutia. Dizia ele que não compreendia como, mesmo depois de dois anos de presença em Assembleias, ainda se questionava o facto de se verem abertas determinadas rubricas no Orçamento, uma vez que se não estivessem abertas e querendo depois utilizá-las tal não seria possível. Mas até esta altura, só se tinha falado do Plano de Atividades, embora se perceba que para a Junta é tudo e a mesma coisa.

Mas falando de Orçamento, é engraçado contrapor toda a filosofia e sapiência utilizada pelo Presidente, quando encontramos uma rubrica aberta em despesas para "Investimentos - Campo de Ténis", mas nada aberto em receitas. Ou seja, se é preciso haver rubricas abertas para uma eventualidade de alguém querer construir um campo de ténis em Trandeiras (e não se percebe se a Junta quer, não quer, julga ser uma prioridade, ou não, para a Freguesia?) não há rubrica aberta para entrada de verba. Mas então, o Sr. Presidente não tinha acabado, de forma altiva e professoral, de dizer que se não houvesse uma rubrica aberta depois não se podia fazer? Em que ficamos?
Mas tirando esta questão lateral tínhamos uma série de questões relacionadas com o Orçamento que gostávamos de esclarecer, apesar de, nesta altura, se ouvir já vários suspiros e desabafos sobre a demora da sessão e sobre "amanhã ser dia de trabalho"!
Começamos por falar, a título de exemplo e como observação, do valor orçamentado para a Internet da Junta de Freguesia - 600€ - sendo que em 2010 a Junta pagou 413,13€. Referimos que considerávamos aquele valor demasiado elevado, pelo orçamentado daria uns 50€ por mês, pelo que foi gasto em 2010 obtém-se uns 34,44€ mensais. Ora bem, nem banda larga móvel ilimitada fica tão caro! Existem planos no mercado perfeitamente congruentes com as necessidades da Junta de Freguesia a preços bem mais simpáticos, entre os 15 e os 20 euros. Ora a resposta que obtivemos foi "estão orçamentados 600 euros, mas bem que podiam estar 6 mil, porque isto é só um orçamento e depois no final gastamos mais ou menos", ou seja, os valores são definidos sem critério, atirados como que à sorte só para bater certo no final. E a respeito de se conseguir um preço mais baixo para a Internet foi só dito que a Junta é que gere como bem entende. Muito bem, posto isso e clarificando-se assim muitas das questões que nos tinham surgido sobre o porquê de alguns valores em certas rubricas, fica esclarecido que a Junta coloca os valores que lhe parece bem, como que à sorte.
Esclarecemos, também, que a rubrica "Subsídio Complementar" provém da Câmara de Braga. Que a Junta precaveu a possibilidade de haver eleições para 2012, tendo aberto rubricas para mesas eleitorais, embora com uma diferença de 390€ entre o que se recebe e o que se gasta. Que existe um engano no orçamento, uma vez que estando orçamentando gastar-se mais dinheiro do que o que se prevê receber para Investimentos na Rua da Poça da Bácora, esses valores deveriam ser idênticos, segundo o Presidente da Junta, ficando por esclarecer como ficam então as contas perante esse erro e se não deveria ter-se mais cuidado na apresentação dos números e no esclarecimento desse engano.
Para finalizar, deixo aqui na íntegra um documento contendo todas as questões que nos foram suscitadas por este orçamento: Observações e questões sobre o Orçamento para 2012.
O Plano de Atividades e Orçamento para 2012 foi, de seguida, colocado a votação, tendo sido aprovado com cinco votos a favor e duas abstenções.

Deixamos ainda aqui a informação escrita do Presidente da Junta sobre a atividade realizada pela Junta de Freguesia e a situação financeira da mesma: Informação - Dezembro 2011 e, a titulo de curiosidade, um comentário feito por um elemento do público que assistiu à sessão, sobre o assunto da Reforma da Administração Local, dizendo que "alguns elementos da Assembleia demonstraram não saber do assunto, nem querer saber", dizendo que foram eleitos para se preocuparem com estes assuntos e que se ele tivesse igual atitude na sua profissão seria despedido...

Para finalizar, referir apenas que ficou referenciada a realização de uma sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia para o final do mês de Janeiro para se discutir a questão da Reforma da Administração Local. (Pera aí, mas afinal esclarecer e debater com a população não interessa, mas marcar uma Assembleia extraordinária para se discutir esta temática já é importante. Perceberam? Nós também!)


Juntos por Trandeiras.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Divídas, Empresas Públicas e Reforma da Administração Local

Ola amigos Trandeirenses,

Passou o Natal e caminhamos a passos largos para o dia de Ano Novo, com uma paragem pela frente, a Assembleia de Freguesia no próximo dia 29.
De qualquer modo, gostaria de partilhar convosco, antes do final do ano, um assunto que há já algum tempo (desde o dia 6 do presente mês, quando vi a notícia espelhada num jornal local) pretendia aqui abordar, mas que contudo nunca fui tendo oportunidade. Entretanto, depois da festa natalícia, chegou essa oportunidade, entre uma rabanada ou outra, juntando ainda algumas achegas mais.

Ora este assunto está intimamente relacionado com o processo da Reforma da Administração Local que temos vindo a abordar consecutivamente neste espaço. E a urgência em escrever sobre este tema instalou-se depois de ter passado os olhos por dois factos recentes: a aprovação, em Assembleia Municipal, este mês, de uma Moção apresentada pelo Partido Comunista que, na sua essência rejeitava liminarmente o Livro Verde da reforma do Poder Local em todos os seus eixos e de uma notícia do "Diário de Minho" de 25 de Dezembro, onde a Assembleia de Freguesia de Ruílhe aprovou uma moção no mesmo sentido.

Ora estas Moções rejeitam liminarmente a auscultação das populações e, principalmente, o devido esclarecimento destas. Pode ler-se na notícia sobre a Moção aprovada pela Assembleia de Ruílhe: "Os eleitos prometem ainda «protestar firmemente» contra as decisões tomadas sobre esta matéria sem ouvir as populações e os seus representantes..." - sou só eu que vejo a contrariedade desta ideia? Ora vamos aprovar uma Moção a rejeitar a Reforma e recusar esclarecer as pessoas e com elas debater e depois queixa-mo-nos que as pessoas não são ouvidas! As pessoas só não são ouvidas porque os "eleitos" se recusam a ouvi-las!
Depois a tal Moção contém uma série de baboseiras e inverdades que chega a roçar o ridículo que, pessoas que são responsáveis pela administração local, coloquem o seu nome a subscrever tal proposta. Dando exemplos: "...coloca em segundo plano uma verdade incontornável e assumida por todos os quadrantes políticos da sociedade portuguesa, que passa pelo facto indiscutível, de que um euro administrado e gasto pela administração local ser muito mais rentável e melhor gerido de que um euro gasto pela administração central."; ou "...«ninguém de bom senso duvidará» que a estrutura proposta não potenciará melhor racionalização de recursos, nem melhor rentabilidade, obrigando pelo contrário à implementação de estruturas com recursos mais onerosos na administração de territórios, mais amplos e com maior número de equipamentos."; e ainda, "A reforma administrativa preconiza a extinção de Juntas de freguesia com base «no pressuposto falso de que com isso se conseguirá, de forma significativa, uma poupança no Orçamento de Estado, esquecendo-se que as 4259 freguesias representam, apenas, um esforço de 0,1 por cento e que o poder local no seu todo representa actualmente 4 por cento da dívida pública nacional»."

Ora, lendo isto e sem um esclarecimento sério e responsável, facilmente se diaboliza a Reforma da Administração Local, refugiando-se na demagogia, no eleitoralismo e no populismo e decidindo-se rejeitar qualquer discussão. E, para além da discussão, rejeita-se um novo paradigma de lei eleitoral autárquica; limites de endividamento às empresas municipais; a proibição de criação de mais empresas municipais; mais competências para as freguesias; a reorganização do mapa autárquico; enfim, um novo modelo para a Administração Local. E focando-nos na questão das Freguesias o que o Livro Verde reclama é precisamente um caminho de proporcionar escala e dimensão às Freguesias, dotando-as de mais competências e de maior autonomia financeira e administrativa, sendo, para tal, necessário proceder a uma redução de órgãos de administração, pois é disto que se trata e não de extinção de Freguesias como alguns teimam em querer fazer crer.
Podemos e devemos debater os critérios para a redução do número de Juntas de Freguesia previstos no Livro Verde. Podemos e devemos propor outros caminhos; outros critérios; outros princípios. O que não é admissível é que se rejeite a discussão. Que não se queira dar contributos. Que se opte pelo marasmo. Pela continuidade. Pela irresponsabilidade. E foi isso que a Assembleia Municipal de Braga e a Assembleia de Freguesia de Ruílhe fizeram e, temo, é o que se pretende fazer na nossa freguesia.

E a propósito de custos, que se diz irem aumentar. Que se diz serem insignificantes. Que se diz ser a principal razão pela qual se faz a Reforma. Facilmente vemos que tal não corresponde inteiramente à verdade. Aliás, a Reforma da Administração Local não tem, no seu todo, como principal objectivo uma redução de custos, basta ler (sim ler, porque falar da Reforma - com autoridade como se vê por aí - sem sabermos de facto do que falamos é no mínimo irresponsável) o Livro Verde para nos apercebermos disso e desmontarmos facilmente os argumentos demagógicos e bacocos que por aí se vão ouvindo, da parte de quem não quer discutir com as pessoas este assunto.
Falemos então de custos. E falemos de Braga. Noticiou o "Diário do Minho" na sua edição de 6 de Dezembro que as "Empresas municipais de Braga duplicaram dívidas da Câmara". Dizia a notícia que as dívidas das empresas municipais da Câmara de Braga, que atingem mais de 85 milhões de euros, estão a fazer duplicar a dívida total do município. Estes são números do Livro Branco, publicado pelo Governo sobre o Sector Empresarial Local, e que colocam o concelho bracarense no segundo lugar, entre os municípios de todo o país, no que respeita à criação de mais empresas municipais. As dívidas das sete empresas em que a Câmara de Braga tinha uma posição relevante em 2009, quase igualaram a dívida directa da autarquia, fazendo o município responder por dívidas totais na casa dos 181 milhões de euros. Dessa verba, 85 milhões e meio de euros são imputados às empresas que constituem o sector empresarial do município, isto sem contar com os 23 milhões de euros que custa à autarquia a parceria público-privada, firmada com uma empresa de construção civil.
Lembram-se: "...um euro administrado e gasto pela administração local ser muito mais rentável e melhor gerido de que um euro gasto pela administração central." Será esta afirmação uma "verdade incontornável" ou um "facto indiscutível"?

E por fim, deixo só mais alguns dados, estes sim verdades incontornáveis: "Cada bracarense deve quase 24 mil euros". Os bracarenses são os que respondem pelo valor médio mais elevado da dívida privada dos catorze concelhos do Baixo Minho. Em média, cada um dos 181 474 cidadãos residentes na capital de distrito é responsável por um empréstimo bancário no valor de 23 832 euros, montante que duplica o valor da dívida imputada a um residente em Guimarães ou um cidadão de Famalicão. O anuário da região norte faz saber que, só à sua conta,a população e o sector empresarial privado de Braga contraiu quase 70% de toda a dívida dos seis concelhos da sub região do Vale do Cávado. O volume de empréstimos contraídos em Braga é praticamente 36% da totalidade dos empréstimos feitos ao sector privado dos 12 concelhos das sub regiões do Cávado e Ave. Estes números reportam-se a empréstimos contraídos pelo sector privado junto das instituições de crédito até ao ano de 2009 e são revelados pelo Anuário Estatístico da Região Norte para o ano de 2010, que o Instituto Nacional de Estatística publicou recentemente.

Vamos recusar discutir estas questões? Vamos deixar de esclarecer devidamente as pessoas e permitir, depois, que estas pensem por elas próprias e discutam em conjunto? Irão os eleitos, merecedores da confiança dessas mesmas pessoas, negar-lhes o direito de serem esclarecidas e de discutirem estes assuntos? Veremos. Mas quer-me parecer é que a recusa em debater com as populações (principais interessadas) e a rejeição linear do Documento Verde constituem, isso sim, um atentado a todos os princípios de um verdadeiro regime democrático.


Juntos por Trandeiras.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Assembleia de Freguesia - 29 de Dezembro

Ola amigos Trandeirenses,

Foi ontem entregue a documentação e respetiva convocatória para a Assembleia de Freguesia ordinária, referente ao mês de Dezembro, que se realizará na próxima quinta-feira, dia 29, e terá início pelas 21h30, na sede da Junta de Freguesia. O ponto principal da Ordem de Trabalhos será a discussão e votação da proposta de Plano de Atividades e Orçamento para o ano de 2012. Estranhamos a ausência da Ordem de Trabalhos da discussão e votação de uma proposta, remetida atempadamente ao Presidente da Assembleia, subscrita pelos elementos da Assembleia eleitos pela coligação "Juntos por Braga", referente à discussão pública do Ordenamento do Território, um dos eixos da Reforma da Administração Local em curso.




Aproveitamos para convidar todos os Trandeirenses a participarem na Assembleia de Freguesia. A nossa participação na vida da freguesia não se esgota com a ida à urna. Estarmos informados e esclarecidos e participarmos nas tomadas de decisão sobre os destinos da nossa terra são direitos adquiridos que muitas vezes são esquecidos ou feitos esquecer.

A este respeito diz o Artigo 84.º, da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro:

    "1 - As sessões dos órgãos deliberativos [Assembleia de Freguesia] das autarquias locais são públicas.
    [...]
    6 - Nas reuniões dos órgãos deliberativos, encerrada a ordem do dia, há um período para a intervenção do público durante o qual lhe serão prestados os esclarecimentos solicitados.
"


Juntos por Trandeiras.