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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Camilo Lourenço, uma opinião contra-corrente (ou realista?)

Ola amigos Trandeirenses,

Fica aqui mais um registo de uma opinião, que podemos designar de contra-corrente face ao que vemos vezes sem conta, nos últimos dias, nos noticiários e programas de informação. Importa nos dias que correm ouvir todas as opiniões e sermos nós a julgar os tempos atuais.

Para ouvir com atenção:



Em tudo o chorrilho de criticas se se tem ouvido nos últimos tempos tem faltado memória recente mas, acima de tudo, tem faltado indicar alternativas. Não se quer cortes em TSU, salários, prestações sociais e afins, muito bem, aponte-se soluções alternativas, concretas, diferentes de falar em "políticas de emprego", ou "medidas de recuperação económica", que ninguém sabe ao certo o que são. E isto é de extrema importância para a discussão do nosso problema.


Juntos por Trandeiras. 

Paulo Morais no programa "Olhos nos Olhos"

Ola amigos Trandeirenses,

Esta semana, no programa semanal da TVI24, "Olhos nos Olhos", Paulo Morais, atual vice-presidente da ONG "Transparência e Integridade", referiu-se mais uma vez a um dos cancros que vem afetando o défice público - as Parcerias Publico Privadas - abordando a questão do ponto de vista dos governantes que as estabeleceram, o lugar que ocupam agora e o seu enriquecimento.



Paulo Morais:Justiça deveria investigar ganhos de ex-governantes nas PPP

Paulo Morais, ex-vice-presidente da Câmara Municipal do Porto e vice-presidente da ONG “Transparência e Integridade” disse estranhar porque a Justiça não atua nos casos em que ex-governantes obtêm benefícios das parcerias público-privadas que ajudaram a erguer.

Falando num programa da TVI24 (Olhos nos Olhos), com o tema sobre corrupção, Paulo Morais afirmou a sua estranheza perante o fato de uma série de governantes estarem hoje a retirar benefícios pessoais de PPP que, quando estiveram no governo, ajudaram a desenhar ou a lançar.

Referindo os nomes de ex-ministros, secretários de Estado e de empresas, o convidado da TVI  citou os casos da travessia do Tejo e das concessões rodoviárias para apontar os  casos que, na  sua opinião, o Ministério Público devia investigar.

Numa  outra  entrevista concedida em Julho, Paulo Morais apontou o Parlamento como o «grande centro da corrupção em Portugal», afirmando ainda que a corrupção é  a verdadeira  razão da crise no país.
A este propósito é sempre útil relembrar de onde surgiram as famigeradas Parcerias Publico Privadas, um dos grandes motivos do despesismo publico e um forte exemplo de negócios ruinosos para o Estado (ou seja, todos nós)

É também útil ouvir o que disse José Gomes Ferreira à alguns meses atrás a este mesmo propósito. Tentem não se assustar com os números!




Juntos por Trandeiras.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Má despesa pública

Ola amigos Trandeirenses,

Muito se fala por estes tempos de crise das más opções, das derrapagens, dos despesismos, ... no que à despesa pública diz respeito. Desde abril de 2011 que um blog - Má Despesa Pública - se dedica a denunciar e abordar a temática das despesas absurdas e excessivas, definindo-se como um "observatório da Má Despesa Pública" e utilizando muitos contributos fornecidos por inúmeros leitores.

Este blog esteve na origem de um livro, editado este ano, que aborda esta temática a partir da necessidade de partilhar informação sobre a Má Despesa Pública em tempos de troika. Todo e qualquer cidadão pode e deve consultar a forma como a todos os níveis do Estado se gasta o dinheiro dos seus impostos. Das juntas de freguesia aos governos, passando pelas câmaras municipais, fundações, institutos, empresas públicas e municipais, esbarra-se com constantes surpresas. Neste livro pode conhecer os exemplos mais recentes e alguns erros cometidos no passado que parecem não ter servido de lição.

Má Despesa Pública
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 200
Editor: Aletheia

É uma excelente leitura para nos apercebermos de como é gasto o dinheiro dos nossos impostos - que vezes sem conta lamentamos e protestamos de nunca pararem de aumentar - em todos os níveis do estado, nomeadamente, ao nível das juntas de freguesia, onde podemos acompanhar e "fiscalizar" diretamente esta questão, mas que acabamos sempre por nem ligar.

Existem, naturalmente, no referido blog alguns exemplos relacionados com Braga, embora como bem sabemos muitos mais poderiam lá figurar. O importante é estarmos atentos, participarmos ativamente enquanto cidadãos, na vida pública e política, e termos cuidado quando nos queixamos dos políticos ou das suas más despesas com o nosso dinheiro, porque algumas destas situações podem estar a acontecer à nossa porta e nós demitimo-nos do nosso dever e direito de acompanhar essa questão.


Juntos por Trandeiras.